Presídios e combate a facções são dores de cabeça de governadores eleitos

As medidas para combater facções criminosas e sua expansão pelo país estiveram entre os temas mais discutidos da reunião de 23 governadores com o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o atual chefe da pasta da Segurança, Raul Jungmann.

O encontro na manhã desta quarta-feira (12), em Brasília, foi articulado pelo governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF). Também participaram os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, além do vice-presidente da República eleito, General Hamilton Mourão.

Após falas das autoridades do Judiciário e do Executivo federal, os governadores passaram a expor a situação de seus estados na área. Uma das queixas mais frequentes foi o enfrentamento às quadrilhas e à superlotação do sistema prisional.

Chefes dos executivos estaduais relataram dificuldade, por exemplo, para interromper a comunicação de líderes de facções com o mundo exterior, mesmo com medidas como o bloqueio de sinal de celular nas penitenciárias.

"Nós vimos ao longo destes últimos anos, de vários governos, uma falta de visão mais efetiva no sentido da gestão do sistema prisional brasileiro. Chegamos aonde chegamos. O crime começa exatamente por dentro dos presídios", afirmou o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cláudio Lamachia.

Moro quer aumentar a participação da União na segurança pública dos estados. Ele já anunciou a criação de uma Secretaria de Operações Policiais Integradas, que visa balizar procedimentos das forças estaduais e aumentar a integração delas com as forças federais. Esta secretaria estará a cargo de Rosalvo Ferreira Franco, ex-superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná.

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