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Entre parênteses – o cadafalso e a recuperação da Petrobras

 

Desaparelhada, a Petrobras retomou o seu destino e alguns caminhoneiros (que até outro dia aceitavam transportar cargas a preço vil) decidiram que o melhor é levar o caos ao país do que assumir o volante e voltar a trabalhar.

É possível que os arruaceiros de sempre tenham controlado os caminhoneiros a troco de moedas ou ameaças de morte que resultaram em óbito de um deles. A Polícia Federal investigou a paralisação e identificou responsáveis pelos desatinos.

Quanto à intervenção das forças armadas, é bom olhar para o passado ou estudar os acontecimentos subsequentes a 1964 até a volta da democracia na década de 1980. À época, as instituições estavam debilitadas, e a população efetivamente aceitou a intervenção para a destituição de João Goulart. O que se esperava eram as eleições de 1965 (até JK, líder nas intenções de votos, foi enganado) que foram para o brejo.

Pedro Parente, administrador competente, trabalhador e com espírito público, cumpriu o seu destino e pediu demissão. Se a Petrobras for utilizada para resolver os problemas de caixa do erário, quebrará novamente; pois, ser usada como cofre da corrupção será impossível.

Nesta difícil quadra, o governo, mesmo com todos os problemas, possui um presidente legalmente empossado e empenhado a conduzir o destino do país, apoiado nas instituições, no controle da inflação, na economia crescendo e no eleitor que aguarda, pacificamente, o momento de escolher o novo presidente e comandante supremo das Forças Armadas, estas prontas para garantir a paz, a ordem e a democracia, o que não é, certamente, “ação entre parentes ou amigos”.

 

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