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Barbárie e a ordem democrática

 

Na verdade, caminhoneiros, empresários, policiais e agentes penitenciários, líderes políticos de todos os partidos e toda a sociedade, devemos urgentemente erguer um amplo diálogo nacional para, a partir das legítimas divergências, atacarmos os graves problemas do país e os verdadeiros inimigos da democracia e da sociedade.

A barbárie se instalou em várias cidades brasileiras por dias seguidos. As nossas divergências e disputas se dão na órbita da vida democrática e sob a égide das instituições e republicanas. O crime organizado, não. Vive à margem da ordem constitucional e com regras próprias. Se sente no direito de desestabilizar a convivência social e levar pânico às pessoas. Foram mais de 30 cidades afetadas, mais de 60 ônibus incendiados.

Nosso compromisso primeiro deve ser com pessoas como as moradoras de Uberlândia e Passos, que nas páginas do Tempo, expressaram suas angústias: “Entro no ônibus já olhando para quem vai sentar do meu lado”, “Misericórdia! Estamos apavorados com medo até de sair de casa”.

Ao lado de nossas divergências políticas, ideológicas, corporativas ou setoriais, precisamos estar unidos contra aqueles que agridem a ordem constitucional democrática e querem instalar a barbárie e o caos entre nós.

 

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