Para Bolsonaro, criminalização da homofobia prejudica homossexuais

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira (14) a decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. Em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro disse que a medida prejudica os próprios homossexuais. "O STF entrou na esfera penal, estão legislando agora. E essa decisão prejudica os próprios homossexuais. A decisão do Supremo, com todo respeito aos ministros, foi completamente equivocada", afirmou.

Segundo ele, o empregador pensará duas vezes antes de contratar um homossexual, por receio de ser acusado de homofobia. O presidente também citou a hipótese de um hóspede gay usar da lei para acusar o proprietário de um hotel que não quiser lhe assegurar uma vaga mesmo quando ela não existir. "Aí o dono vai preso", disse. A decisão, de acordo com Bolsonaro, cria uma "cisão de luta de classes".

Ainda no café da manhã, ele voltou a defender a nomeação de um ministro evangélico no Supremo. Mesmo assim, negou que tenha a intenção de misturar política e religião. De acordo com o presidente, um ministro evangélico poderia, por exemplo, contrapor-se à criminalização da homofobia com base em trechos da Bíblia. "Não custa nada ter alguém lá."

Conforme o UOL, Bolsonaro declarou, ainda, que a convivência do país com o Supremo está ficando "insuportável" por causa da atuação do Judiciário no campo legislativo.

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