Conheça os primeiros nomes já confirmados na equipe de transição de Bolsonaro

Aguarda-se com grande expectativa em Brasília a divulgação oficial da equipe que deve atuar na transição entre os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. Os 22 nomes iniciais foram entregues nesta quarta-feira (31) pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após a primeira reunião de transição. Lorenzoni afirmou que as atividades do grupo devem começar na próxima segunda-feira (5), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

O deputado federal, responsável pela elaboração do documento e provável chefe da Casa Civil de Bolsonaro, também afirmou que não adiantaria nenhum nome pois logo a lista seria divulgada no Diário Oficial da União. A expectativa é que os nomes sejam conhecidos ainda nesta quinta-feira (01).

A prioridade da nova equipe deve ser a questão econômica, que também deve originar um "superministério" da Economia -com a fusão da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior. Por enquanto, apenas nove dos 22 técnicos foram previstos, de acordo com a TV Globo.

Confira a lista:

Paulo Guedes: economista, mestre e Ph.D pela Universidade de Chicago.

Carlos da Costa: economista, mestre e Ph.D pela Universidade da Califórnia, foi diretor de planejamento e tecnologia do BNDES, sócio-diretor do Ibmec Educacional e executivo no JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos.

Adolfo Sachsida: Doutor em Economia e Pós-Doutor pela Universidade do Alabama, foi consultor do Banco Mundial para a Angola e professor de economia na Universidade do Texas.

Marcos Cintra: Ph.D em Economia pela Universidade de Harvard, ex-deputado federal e presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

Abraham Weintraub: Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pesquisador na área de previdência. Foi economista-chefe do Banco Votorantim, onde trabalhou por 18 anos.

Arthur Weintraub: Professor de Direito Previdenciário e de Direito Atuarial da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Hussein Kalout: Pesquisador licenciado da Universidade de Harvard, foi consultor das Nações Unidas e secretario de relações internacionais do Superior Tribunal de Justiça.

Roberto Castello Branco: Ph.D pela Universidade de Chicago, foi diretor do Banco Central, presidente executivo do Ibmec e economista-chefe da Vale.

Waldery Rodrigues Junior: Doutor em Economia pela Universidade de Brasília, coordenador-geral na Secretaria de Política Econômica.

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“Tivemos a possibilidade de conversar com as áreas técnicas da Casa Civil, que nos permitiu uma visão dos avanços obtidos e vai permitir que o presidente Jair Bolsonaro tenha condições de decidir o que será implementado no curto, médio e longo prazo”, afirmou Lorenzoni à Agência Brasil.

Entenda o governo de transição

O papel do governo de transição é compartilhar dados e definir ações entre o governo atual e o eleito para o próximo ano. O novo presidente nomeia uma equipe de até 50 técnicos, aprovada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e divulgada no Diário Oficial da União pelo ministro-chefe da Casa Civil. O processo é regulamentado pela lei 10.609/2002.

De acordo com o texto, a transição pode ocorrer oficialmente a partir de dois dias após o resultado final das eleições presidenciais. As reuniões acontecem diariamente no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.  A equipe de transição se dissolve dez dias após a posse do novo governo, com a exoneração de ofício de todos os nomeados.

Essa é a principal transição presidencial desde 2002, quando Lula assumiu o governo. À época, o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou os dois candidatos que chegaram ao segundo turno -Lula e Serra- para discutir ações e inaugurou o modelo de transição atual. A iniciativa de FHC, que familiariza os novos gestores à situação do governo federal, foi elogiada por especialistas da área.

Com a reeleição de Lula, a próxima troca de governante só viria oito anos depois, com a posse da correligionária Dilma Rousseff - apoiada politicamente por Lula e, portanto, com poucos percalços durante as semanas iniciais.

 

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