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Boulos diz em sabatina que quer MDB na oposição “pela 1ª vez na história”

Terceiro a ser sabatinado no #EncontroComPresidenciáveis, parceria do Congresso em Foco com o canal de videojornalismo MyNews, o candidato do Psol, Guilherme Boulos, disse que não ser presidente da República para governar com o MDB. Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o candidato diz querer ver o MDB na oposição "pela primeira vez na história".

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Sobre a questão da governabilidade e a necessidade de o presidente eleito negociar com o Congresso para aprovar projetos, Boulos segue a mesma linha defendida pelo candidato Alvaro Dias (Podemos), na sabatina anterior. Em vez de negociar com os partidos, conta com a pressão popular para fazer passar seu programa de governo na Câmara e no Senado.

Questionado sobre o aparelhamento da Petrobras para uso político e para servir a corruptos, Boulos defendeu investigações severas por envolvidos na Operação Lava Jato e defendeu a petrolífera, uma das maiores do mundo no setor. "Sou totalmente a favor da Petrobras como vetor do investimento público."

Ainda em relação ao assunto, Boulos disse defender uma política de preços para a Petrobras em que exista algum grau de controle, e que não haja uma relação direta com o preço do barril no exterior - política adotada por Pedro Parente até 1º de junho deste ano, quando o dirigente pediu demissão na esteira da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país no mês anterior, e em meio a muitas críticas.

O candidato do Psol disse ainda que não toma Venezuela nem EUA como modelo. Em relação à Venezuela, Boulos diz ver o país passar por uma crise econômica e política. A primeira, devido à dependência do petróleo. Segundo ele, o país foi à bancarrota quando o preço do barril caiu.

“Não assino embaixo de tudo o que o [Nicolás] Maduro faz”, afirma Boulos, referindo-se ao presidente venezuelano. Questionado se o país é uma ditadura, o candidato respondeu: “A Venezuela tem um governo que foi democraticamente eleito”, acrescentou.

Boulos também criticou Fernando Haddad, candidato do PT na chapa com Lula, barrado pela Justiça Eleitoral. Ele reclamou do fato do ex-prefeito de São Paulo ter aparecido em fotos e imagens com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) em plena campanha eleitoral. Segundo o candidato, o petista repete velhos erros ao negociar apoio do MDB.

 

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