Haddad propõe compromisso contra fake news e Bolsonaro o chama de “canalha”

Após o segundo turno ser definido entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), o presidenciável petista afirmou, na tarde desta segunda-feira (8), que convidaria o adversário para assumir uma “carta compromisso” para o segundo turno, com objetivo de combater a disseminação das chamadas fake news durante a eleição.

Em coletiva de imprensa após visitar o ex-presidente Lula na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), Haddad afirmou que sua campanha faria “esforço para que eles assinem uma carta de compromisso contra a calúnia e a difamação anônima que acontecem nas redes sociais, sobretudo o WhatsApp".

O deputado presidenciável respondeu à sugestão de Haddad pelo Twitter. Em sua conta, Jair Bolsonaro afirmou que o petista espalha fake news sobre seu plano de governo.

“O pau mandado de corrupto me propôs assinar ‘carta de compromisso contra mentiras na internet’. O mesmo que está inventando que vou aumentar imposto de renda pra pobre. É um canalha! Desde o início propomos isenção a quem ganha até R$ 5.000. O PT quer roubar até essa proposta”, escreveu o candidato em sua conta.

Imposto de renda

Bolsonaro faz referência à proposta de Paulo Guedes, seu guru econômico, de unificar em uma mesma alíquota (20%) o Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas. Em 19 de setembro, o jornal Folha de S. Paulo revelou que Guedes propôs, a uma plateia restrita no dia anterior, um pacote tributário que incluía a criação de um imposto semelhante à CPMF e a adoção de uma única taxa de imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas.

Mais tarde, o economista afirmou que iria apenas “congelar” a tarifa máxima, mas a proposta repercutiu mal, pois elevaria a carga tributária para aqueles que ganham menos, e aliviaria para os mais ricos.

Atualmente a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física varia conforme o rendimento anual do trabalhador.

No encontro, de acordo com a colunista Monica Bergamo, da Folha, Guedes também anunciou que quer eliminar a contribuição patronal para a previdência, que incide sobre a folha de salário com alíquota de 20%.

Em seguida, Bolsonaro disse, também nas redes sociais e sem citar a matéria, que sua equipe econômica trabalha para “redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentação”. “Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”, escreveu o candidato.

Integrante da equipe de Paulo Guedes, o economista Marcos Cintra confirmou para a colunista o teor da proposta. Partiu dele a ideia de criar um tributo nos moldes da CPMF.

 

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