Haddad evita críticas diretas a medidas econômicas de Dilma

Candidato a vice-presidente da República na chapa PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi questionado sobre o desconhecimento de sua imagem e medidas econômicas adotadas no governo da também petista Dilma Rousseff. Em entrevista ao Congresso em Foco e ao MyNews, Haddad evitou fazer críticas diretas à ex-presidente, preferiu focar na especulação do mercado, na “falta de zelo fiscal” e nas chamadas pautas-bomba que foram aprovadas pelo Congresso no início do segundo mandato da petista.

Ele avaliou, entretanto, que a partir de 2013 o orçamento público foi sobrecarregado com despesas que considera desnecessárias, como desonerações da folha de pagamento de alguns setores.

Veja a entrevista:

Desconhecimento

Haddad, que perdeu a campanha à reeleição como prefeito de São Paulo em 2016 no primeiro turno, foi questionado sobre a dificuldade com o eleitorado paulistano e a transferência do eleitorado que votaria em Lula para ele.

O ex-prefeito evitou responder diretamente sobre sua imagem e afirmou que as pessoas estão “sofrendo e inseguras” com a situação atual e “retrocesso em todas as áreas”. Para o petista, a população ainda se lembra dos anos do governo de Lula. “Memória fresca [dos anos Lula] faz as pessoas pensarem que é possível ter outro projeto de país”, disse.

Haddad também foi confrontado sobre uma declaração de 2016, durante a fase final do impeachment de Dilma Rousseff, quando afirmou que “golpe é uma palavra muito dura”, e se ainda mantinha a frase. “Eu sou cientista político, e na ciência política se faz uma caracterização de golpe”. O candidato a vice, que pode assumir a chapa já a partir da próxima semana, disse que naquele momento era preciso diferenciar o “golpe dos golpes militares” e afirmou que considera o impeachment um golpe parlamentar.

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