Rasgar livros de direitos humanos viola visão democrática, diz ministro

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) lamentou o episódio em que cinco livros que narram as conquistas dos direitos humanos foram rasgados em pleno campus da Universidade de Brasília (UnB), uma das mais importantes da América Latina. As publicações pertencem ao acervo da Biblioteca Central (BCE) da UnB e foram destruídas no local. Ainda não foram identificados os responsáveis dano ao patrimônio público.

“Rasgas obras literárias que veiculam narrativas sobre as conquistas em Direitos Humanos é, em última análise, impedir a formação de uma visão crítica e democrática do mundo que nos cerca”, disse o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, por meio de nota.

O ministro disse ainda que "a construção de uma sociedade plural, pacífica e tolerante pressupõe a coexistência de ideias e leituras distintas sobre fatos incontestáveis da história recente de nosso país”.

Cinco livros com a temática dos direitos humanos foram propositalmente danificados, de acordo com funcionários da universidade. Em nota, a direção da Biblioteca Central UnB disse que será aberta uma investigação preliminar para apurar as circunstâncias e identificar os responsáveis pelos danos.

“A UnB repudia quaisquer atos de vandalismo e informa que abrirá processo junto à Polícia Federal, órgão que apura casos de dano ao patrimônio na Universidade”, diz a nota da universidade.

 

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